Padre tira a batina e deixa paróquia após pedir pra eleitores de Lula deixarem a missa

O padre Danilo Neto, da Igreja Matriz Imaculado Coração de Maria, em Goiás, abandonou a missa, nesse domingo (6), após discutir com uma mulher sobre política. De acordo com testemunhas, a discussão entre os dois foi em razão da vitória do ex-presidente Lula no pleito deste ano.

Padre discute com fiel sobre política

Fiéis que estavam na igreja relataramn que a confusão teve início após o padre ler um salmo e pedir para que as pessoas que fizeram o “L” deixassem a missa. Fazer o “L” foi uma referência a forma como os eleitores do presidente Lula se manifestavam.

O pedido do padre foi feito mais de uma vez, o que não foi atendido, Diante disso, ele optou por deixar o templo. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o exato momento que Danilo Neto descontente, larga o microfone, tira a batina no altar e abandona a missa.

Padre Lino foi hostilizado por bolsonaristas no ano passado

O padre Lino Allegri, que tem mais de cinco décadas de vida sacerdotal, foi hostilizado em julho do ano passado, durante a celebração de uma missa. Na ocasião, pelo menos oito pessoas invadiram o templo e hostilizaram o sacerdote pelas críticas feitas por ele sobre a condução da pandemia do presidente Bolsonaro.

Em uma celebração no dia 4 de julho, o padre lembrou os mortos pela pandemia e ressaltou que parte destas vítimas poderiam ter sido evitadas com uma melhor condução da crise. Por conta dessas declarações, os fiéis voltaram no final da missa e hostilizaram o sacerdote.

Na semana seguinte, no dia 11 de julho, os apoiadores do presidente voltaram ao local e chegaram a expulsar o sacerdote que celebrava a missa, o padre Ermano Allegri, irmão de Lino.

Um inquérito foi instaurado no 2º Distrito Policial para apurar as agressões contra o padre Lino Allegri, hostilizado por fiéis da Igreja da Paz, em Fortaleza. A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) teve acesso as imagens das câmeras de segurança da igreja, na tentativa de identificar os envolvidos nos insultos.

Segundo padre Lino, as agressões verbais teriam acontecido porque ele usou do evangelho para falar do momento de pandemia vivido no país. Então, alguns fiéis de opiniões contrárias ao do sacerdote, não gostaram e invadiram a sacristia para tomar satisfação.