Preso é assassinado dentro da Penitenciária após se masturbar em cima de companheiro de cela do ‘seguro’

Um preso, de 51 anos, foi assassinado por agressões e estrangulamento na madrugada desta terça-feira (22) dentro de uma cela da Penitenciária Wellington Rodrigo Segura, no distrito de Montalvão, em Presidente Prudente (SP).

De acordo com as informações do Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, um outro preso, de 33 anos, assumiu a autoria do crime.

Os agentes de segurança penitenciária que trabalham no presídio relataram que descobriram o crime durante o procedimento de contagem dos detentos, por volta das 5h30.

Quando os funcionários se aproximaram da cela do “seguro”, onde estavam três presos, o homem de 33 anos já disse que tinha matado o detento de 51 anos. Segundo a Polícia Civil, a cela do “seguro” é o local onde ficam presos jurados de morte ou que correm risco.

Ao verificar a situação, os agentes se depararam com a vítima já morta, com sinais de agressão, caída no chão.

O detento que assumiu o homicídio estava, inclusive, todo sujo de sangue e com algumas lesões em um dedo.

Segundo o Boletim de Ocorrência, o autor do crime alegou aos agentes que teria acordado com o outro preso se masturbando em cima de si. Além disso, o suspeito contou que o companheiro de cela havia, inclusive, ejaculado em sua barriga, motivo pelo qual passaram a discutir. O autor confessou que perdeu a cabeça e agrediu a vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da unidade prisional.

O outro detento que estava na cela, um homem de 30 anos, negou aos agentes qualquer participação no crime e alegou ainda que teria tentado impedir a continuidade das agressões, mas sem êxito.

O suspeito recebeu voz de prisão e foi levado à Delegacia Participativa.
Em seu interrogatório, o preso ratificou à Polícia Civil a versão do caso que havia dado aos agentes penitenciários e confessou o homicídio.

Ele alegou que perdeu a cabeça, pois acordou com a vítima se masturbando e passando o pênis em sua barriga, tendo, inclusive, ejaculado.

Ainda na delegacia, o outro detento que estava na cela, e foi arrolado como testemunha do crime, também manteve a versão dada aos agentes, negando participação no homicídio e alegando ter, inclusive, pedido para o autor parar com as agressões, no que não foi atendido.

Ainda na delegacia, o outro detento que estava na cela, e foi arrolado como testemunha do crime, também manteve a versão dada aos agentes, negando participação no homicídio e alegando ter, inclusive, pedido para o autor parar com as agressões, no que não foi atendido.

A Polícia Civil ratificou a voz de prisão em flagrante e determinou o indiciamento do suspeito.

O autor permaneceu na delegacia no aguardo da audiência de custódia na Justiça.

O preso que testemunhou o crime foi levado de volta para a Penitenciária de Montalvão, sob escolta dos agentes e policiais militares.

A Polícia Civil requisitou à Polícia Científica exames perícias no local do crime e ainda na vítima, na testemunha e no autor.

O autor irá responder pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil.