Anestesista filmado estuprando mulher durante o parto começa a ser julgado dia 12

De acordo com o inquérito, Giovanni fez sete aplicações de sedativos na vítima. Os peritos dizem que a quantidade de anestésicos extrapolou o que é habitualmente utilizado em uma cesariana.

A defesa pediu à Justiça que o médico aguardasse o julgamento em liberdade, o que foi negado pela Justiça. A defesa também pediu um teste de sanidade argumentando que o médico tem quadro de transtorno psicológico na família e estava tomando medicamento para aumentar a libido e talvez por isso não estivesse respondendo por seus atos. A Justiça também negou esse pedido, dizendo que a defesa não apresentou qualquer prova contra a sanidade mental do médico.

O julgamento

A audiência de instrução e julgamento pode durar no máximo 60 dias. Primeiro serão ouvidas a vítima e seu marido, depois as 8 testemunhas de acusação e em seguida as 8 testemunhas de defesa.

Então, abre-se espaço para esclarecimentos da perícia e, por último, o depoimento de Giovanni, que vai ser ouvido por videoconferência, para evitar que sua presença intimide a vítima ou as testemunhas e também por questões de segurança. Ele vai responder por estupro de vulnerável.

"A gente espera que ele seja condenado a pena máxima, de 15 anos de prisão", diz um dos advogados da vítima, Francisco Valdeir da Silva. "Foi contra a mulher, na sala de parto. É uma violência contra a mulher, ele violou um dever de profissão dele, então, só aí temos 3 agravantes. E por se tratar de um crime hediondo, quando se junto tudo isso, vai se acrescer mais da metade da pena dele", diz outro advogado, Francisco Bandeira de Lima.

"Eu quero que ele não possa tocar em mulher nenhuma dessa forma", diz a vítima do estupro.