Professora de física perde emprego ao entrar no OnlyFans para pagar tratamento do filho

Uma professora de física perdeu o emprego na escola em que lecionava, na Escócia, após alunos a descobrirem que ela tinha um perfil de conteúdos adultos no OnlyFans. Kirsty Buchan, de 33 anos, conta ter entrado para a plataforma para arrecadar dinheiro para o filho doente.

Ao jornal local Daily Record, a mulher disse que o menino de 11 anos está na fila para uma cirurgia após er diagnosticado com uma grave doença estomacal. Foi então que ela soube que alguns usuários ganham até US$ 60 mil mensais no OnlyFans – valor equivalente à cerca de R$ 315 mil na cotação atual.

“Algumas pessoas estão dizendo que devo estar louca por deixar de ser uma professora de física para vender fotos nuas online, mas ficou muito claro para mim que eu era louca por ficar naquele emprego por seis anos sob a pressão que enfrentava todos os dias”, declarou ela.

A professora conta que passou a sofrer pressão para se demitir após a descoberta. Foi então que decidiu tomar o controle.

“Eu ficava até 1h da manhã fazendo trabalho extra não remunerado e o estresse era inacreditável. Eu estava chorando muito com a minha situação e não sabia para onde ir”, continuou a ex-professora.

Professora é investigada por conteúdo no OnlyFans

O Conselho Municipal de Glasgow, cidade onde ela trabalhava, disse que investigava os conteúdos pornográficos publicados por Buchan antes mesmo de ela se demitir. A profissional, por sua vez, argumenta que é papel dos pais monitorarem o conteúdo que os filhos consomem pela internet.

“Algumas pessoas estão sendo muito críticas, mas eu estou em um site para maiores de 18 anos e se as crianças tiveram acesso ao conteúdo, isso é culpa dos pais que não protegem seus dispositivos. Quem são os outros para julgar? É a minha história. Farei qualquer coisa para sustentar meu filho”, disse ao jornal Scottish Sun.

Kirsty Buchan ainda rebateu comentários de pessoas que a chamaram de “burra” por abandonar a profissão e seguir produzindo conteúdo adulto para a internet. Apesar da repercussão negativa, ela garante que também tem recebido mensagens de apoio de alunos e professores.

“Não sou burra, sou formada em física e trabalhei muito. Posso ir para o meu trabalho e não ser respeitada pelos meus chefes ou posso postar fotos e ganhar dinheiro para sustentar meu filho. Para mim, isso é usar meu cérebro”, declarou.