Vídeo mostra policial agredindo mulher a tapas durante abordagem. VEJA AS IMAGENS

Um caso de agressão ocorrido durante abordagem da Polícia Militar foi registrado no último domingo (22), no Balneário da Ponte, em Jacareacanga, sudoeste do Pará. No vídeo, um policial à paisana desfere tapas no rosto de uma mulher. Na segunda-feira (23), o promotor de Justiça Militar Armando Brasil informou que vai solicitar o afastamento imediato do agente.

O policial foi identificado como o subtenente Charles John Palheta Costa, da PM, lotado no 15º Batalhão, integrado no Comando de Policiamento Regional X (CPRX), que atende as cidades de Aveiro, Itaituba, Novo Progresso, Trairão e Jacareacanga.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, uma guarnição da PM foi acionada por Charles para que um homem, identificado como Pedro Neto Santos Colares, fosse conduzido à Unidade Integrada Pro Paz (UIPP), por ele estar cometendo tráfico de drogas.

Os militares foram até o local e encontraram Pedro e a companheira dele, Cássia Beatriz Silva dos Santos. Durante revista pessoal no suspeito, os policiais encontraram 1,9g de substância aparentando ser cocaína e 0,5g do que parecia ser crack.

Ainda segundo o BO, os agentes de segurança deram voz de prisão para Pedro, mas ele teria reagido. Cássia teria insultado os militares, o que resultou na prisão dela por desacato. A mulher supostamente teria cuspido no rosto de Charles.

Na filmagem, que circula nas redes sociais, o subtenente aparece de regata de cor salmão e uma bermuda clara. Ele discute com a suspeita e depois dá um tapa no rosto dela. Cássia bate o rosto na lataria de uma caminhonete, enquanto é controlada por outro militar, que está em serviço. “Tá aí. Toma”, diz Charles antes de agredir outras duas vezes a mulher, que o empurra logo em seguida.

Outras pessoas que testemunham a violência pedem para que o subtenente pare. Depois uma confusão começa envolvendo os militares e o casal.

Cássia, Pedro e um amigo deles, junto com as drogas e um celular apreendido, foram levados à UIPP, para que os devidos procedimentos fossem realizados.

De acordo com o promotor Armando Brasil, em análise preliminar do vídeo do caso, é possível afirmar que houve excesso na abordagem da PM. “A princípio, é possível afirmar que houve abuso. O subtenente do pelotão de Jacareacanga, que aparece à paisana, agride violentamente uma mulher sem necessidade e o agente da PM fica inerte, não contém o espírito agressivo do subtenente, bem como não o prende em flagrante delito”, analisa Brasil.

Fonte: G1

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